Análise | Ataques de 11 de setembro: “Fim da lua-de-mel”
O sub-director e investigador do CEI-Iscte, Bruno Cardoso Reis, foi entrevistado pelo Diário de Notícias a propósito dos 20 anos dos ataques de 11 de setembro.
“O 11 de setembro teve um impacto dramático e trágico no imediato, desde logo pela escala do ataque, pela mortalidade que provocou e pela ideia de que poderia ainda ter sido muito pior, se grande parte das pessoas não tivessem sido retiradas. E teve um efeito imediato, acordar os americanos para uma certa ilusão de pós-guerra fria”, diz Bruno Cardoso Reis. “Falava-se muito do dividendo da paz e do fim da História, que a única grande potência era benévola e bem acolhida pelo resto do mundo. E no fundo o modelo ocidental de economia de mercado e democracia liberal era um modelo aceite por todos. Claramente, não era o caso e também não é verdade que se tivesse entrado num período de pacificação generalizada das relações internacionais”, prossegue.
Veja aqui o resto da intervenção.
As opiniões expressas neste texto representam unicamente o ponto de vista do autor e não vinculam o Centro de Estudos Internacionais, a sua direcção ou qualquer outro investigador. Foto de Wally Gobetz // Via Flickr
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